sexta-feira, 29 de julho de 2011

Simples







Ela: O seu time perdeu e o meu ganhou de novo.


Ele: Achei que você não fosse lembrar de me encher dessa vez...

Ela: Eu? Esquecer? De jeito nenhum! Quase te liguei quando acabou o jogo na quarta.

Ele: Você não tem meu telefone.

Ela: 9393-9393 - agora você tem o meu. Quando você me ligar, vou ter o seu.

Ele: E se eu não ligar?

Ela: ...

Ele: Vou te ligar quando meu time ganhar do seu.

Ela: Talvez isso não aconteça. Eu se fosse você pensava em outra desculpa...



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Minha verdade

Estava mexendo nos livros da minha mãe. Não estava procurando nada para ler, só queria mexer, mesmo. Peguei a esmo a obra poética completa da Cecília Meireles e abri no meio. Voltei à primeira página. Foi meu pai quem deu a ela o livro. Estava escrito:

"Este livro é para outra mulher, igualmente fantástica, e que vive comigo - Suely"

Achei tão bonito. Tudo. Os dizeres, o livro com folhas de seda, a capa dura verde escura com a assinatura da escritora em dourado, as letras pequenas, o amor que um dia meus pais sentiram um pelo outro.

Como é que dá pra entender isso acabar?